Campanha de Flávio Bolsonaro questiona condução do 2º turno e avalia medidas após decisão do STF

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a questionar publicamente a condução do segundo turno da eleição presidencial após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação em seções eleitorais abertas. Aliados e integrantes da coordenação do candidato do PL criticaram a medida e levantaram a possibilidade de contestar judicialmente o resultado oficial proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A controvérsia teve início com o despacho de Zanin, expedido a pedido de representações que apontaram problemas logísticos associados a dificuldades no transporte público e a fortes chuvas em diversas regiões do país. A determinação para manter a votação até as 19h ocorreu no momento em que parte das seções no país já havia encerrado as atividades no horário regular, gerando assimetria no horário de fechamento das urnas.
Contestações e reações da campanha
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), classificou a decisão do STF como intempestiva e teceu críticas à atuação do Judiciário durante o pleito. Outros aliados do parlamentar acompanharam os questionamentos, defendendo a apuração de eventuais irregularidades na aplicação da medida ao longo do território nacional.
A tese de um eventual pedido de anulação ou questionamento formal do processo passou a ser analisada por especialistas em Direito Eleitoral. O advogado Fernando Neisser, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), apontou que o encerramento prévio de parte das urnas antes da divulgação e consolidação da decisão da Suprema Corte pode servir de embasamento técnico para questionamentos judiciais por parte da coligação prejudicada.
Resultado oficial do TSE
De acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi declarado reeleito com 51,77% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou 48,23%. A diferença total entre os dois candidatos foi de aproximadamente 4,3 milhões de votos.
Apesar das sinalizações da campanha do candidato derrotado, integrantes da Justiça Eleitoral reiteram a higidez e a auditabilidade do processo de votação e totalização dos votos em todo o país.






