Vigas que vão dar forma à Ponte Joinville somam 4,6 quilômetros de extensão e podem chegar a 85 toneladas

A Ponte Joinville é a maior obra urbana e de infraestrutura da história do município. Mas, durante a construção, a complexidade e a localização da estrutura dificultam esse dimensionamento por parte de quem não acompanha o andamento dos trabalhos de perto.
Exemplo disso são as vigas longarinas, peças posicionadas no sentido das futuras pistas da ponte, que podem pesar até 85 toneladas cada, o equivalente a aproximadamente 15 elefantes africanos adultos. Mesmo a menor viga deste tipo pesa aproximadamente 34 toneladas.
A Ponte Joinville terá, ao todo, 127 estruturas deste tipo, que recebem as cargas das pistas por onde trafegam os veículos e transferem os esforços até as travessas, que os distribuem para os pilares e, por fim, para as fundações.
Até agora, 111, ou seja, 87% delas, já foram fabricadas. Elas são feitas em espaços próximos às obras, pois seus pesos e tamanhos tornariam o transporte pelas ruas da cidade uma tarefa muito complexa.
Para a Ponte Joinville, a produção de vigas está distribuída entre três pátios de fabricação, sendo um no bairro Comasa, outro no Adhemar Garcia e também no Boa Vista, dentro do canteiro de obras. Serão produzidas em cada local 72, 50 e cinco vigas, respectivamente.
“Esses três pátios foram planejados e são necessários por conta do lançamento dessas vigas. Então elas terão que ser transportadas desses pátios e instaladas na ponte. E, por uma questão de logística, esses pátios foram definidos por serem os mais próximos disponíveis na região da Ponte Joinville”, explica o diretor.
Todas as vigas longarinas têm dois metros de altura, mas podem ter diferentes comprimentos, de acordo com os vãos que vão formar. São estruturas de aproximadamente 23, 33, 40 e 45 metros.
Somados os comprimentos em linha reta, as vigas representam aproximadamente 4,6 quilômetros, mais de quatro vezes a extensão total da ponte, que é de 980 metros.
Como as vigas são fabricadas
A primeira etapa para a fabricação das vigas é a montagem da armadura, formada pelas barras de aço que ficam dentro do concreto. Em seguida, são instaladas as bainhas, por onde passam os cabos de aço utilizados na técnica de protensão. Nesse processo, os cabos são tensionados por macacos hidráulicos para aplicar uma força de compressão no concreto e aumentar a resistência da viga, permitindo que ela vença grandes vãos.
Depois são montadas as formas e é realizada a etapa de concretagem. Em média, o concreto atinge a resistência necessária em cerca de três dias após a concretagem. A confirmação ocorre a partir de testes realizados em laboratório.
“Depois da colocação do concreto, essas vigas são desformadas e, dentro dessas vigas, existem cabos para protendê-las, ou seja, esticar a viga para dar maior resistência, para elas suportarem mais peso quando estiverem trabalhando na ponte”, detalha o diretor-executivo da Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Paulo Castro.
Para a Ponte Joinville, a produção de vigas está distribuída entre três pátios de fabricação, sendo um no bairro Comasa, outro no Adhemar Garcia e também no Boa Vista, dentro do canteiro de obras. Serão produzidas em cada local 72, 50 e cinco vigas, respectivamente.
“Esses três pátios foram planejados e são necessários por conta do lançamento dessas vigas. Então elas terão que ser transportadas desses pátios e instaladas na ponte. E, por uma questão de logística, esses pátios foram definidos por serem os mais próximos disponíveis na região da Ponte Joinville”, explica o diretor.
Transporte e posicionamento na estrutura da Ponte Joinville
Quando chegar o momento da instalação das vigas na ponte, as peças serão transportadas dos pátios de fabricação até a estrutura. Essa movimentação será uma etapa complexa diante da dimensão das vigas.
“Elas vão em cima de transportadores sobre rodas, que a gente chama de doles, e rebocadas por carreta. Mas a diferença é a extensão de cada carreta: para transportar uma viga de 45 metros, eu preciso de um transportador maior que 45 metros. Então, esse transporte é bem complexo e lento, mas vai permitir que essas vigas cheguem à obra íntegras e em segurança”, destaca Paulo.
Após o transporte, o lançamento das vigas na estrutura da Ponte Joinville será feito com uma treliça lançadeira, equipamento que transporta a peça até o ponto exato em que será instalada.
As peças são posicionadas entre vãos, ou seja, entre linhas de pilar. Ao todo, serão 25 vãos formados por vigas pré-moldadas, sendo 12 no sentido Adhemar Garcia-Boa Vista e 13 no sentido Boa Vista-Adhemar Garcia. Das 127 vigas, 61 serão utilizadas no primeiro sentido e 66 no segundo.
As vigas longarinas serão apoiadas em 29 vigas travessas que, neste caso, são instaladas no sentido transversal, isto é, cruzam de um lado para o outro na largura da ponte. Após a instalação das vigas em cima das travessas, as pré-lajes são colocadas entre os espaços das peças, e depois é executada a laje definitiva, formando a pista de rolamento.
*Sobre a Ponte Joinville*
A Ponte Joinville terá aproximadamente 980 metros de comprimento e 26 metros de largura e vai ligar as regiões Sul e Leste da cidade, partindo da avenida Alwino Hansen, no bairro Adhemar Garcia, seguindo sobre o rio Cachoeira, com conexão ao sistema viário do bairro Boa Vista, pelas ruas São Leopoldo e São Borja.
A estrutura contará com duas pistas em cada sentido, além de acostamento, ciclovia e calçada para pedestres. A expectativa é que cerca de 65 mil pessoas utilizem a ponte diariamente após a conclusão da obra.
Com a construção da Ponte Joinville, aproximadamente 448 mil moradores serão diretamente beneficiados com melhorias na mobilidade urbana. A nova ligação viária também reduzirá o tempo de deslocamento entre as regiões Leste e Sul, impactando positivamente usuários de quatro terminais urbanos de transporte coletivo.





