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Sem representantes dos Correios, comissão da Câmara de Joinville debate situação de prédio abandonado no Centro

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura


A Comissão de Proteção Civil e Segurança Pública da Câmara de Vereadores de Joinville retomou, nesta terça-feira (30), o debate sobre o destino do edifício que abrigava a antiga agência dos Correios, localizado no cruzamento da rua XV de Novembro com a avenida Dr. Albano Schulz, na área central. A reunião foi marcada pela ausência da estatal, que justificou o não comparecimento através de um ofício, citando conflito de agenda.


Durante o encontro, o vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), proponente da discussão, apresentou registros fotográficos de uma vistoria realizada por ele no imóvel. Conforme o parlamentar, o prédio apresenta acúmulo de lixo e mau cheiro. Relatos indicam ainda a presença de indivíduos em situação de vulnerabilidade e conflito com a lei no local, que chegaram a ser abordados pela Guarda Municipal.


"Não é justo que esse imóvel abandonado, que fica no coração da cidade, prejudique as pessoas que circulam ali e os comerciantes", afirmou o vereador, que lamentou a ausência dos representantes da estatal no diálogo.


Situação jurídica e manutenção


O imóvel, inaugurado em 1974 e com área superior a mil metros quadrados, encontra-se desativado há anos. Tentativas anteriores de alienação por meio de leilão não obtiveram sucesso, e as negociações com a Prefeitura de Joinville que, no ano passado, propôs a aquisição por R$ 6 milhões parcelados não avançaram. O valor de mercado do edifício é estimado em cerca de R$ 13 milhões.


Devido à falta de manutenção adequada, a Secretaria de Meio Ambiente (Sama) autuou os Correios. A estatal recorreu da decisão, e o prazo para uma definição sobre o processo administrativo encerra-se no próximo dia 10. Segundo a secretaria, caso a multa seja mantida, os valores serão destinados ao cercamento e conservação do imóvel, sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).


O presidente da Comissão de Proteção Civil, vereador Mateus Batista (União Brasil), criticou a postura da empresa federal. "O município tem feito tudo o que pode, mas a situação saiu da esfera municipal e nada avança", pontuou.


Perspectivas para o imóvel

A vereadora Vanessa da Rosa (PT) defendeu a utilização do espaço para fins educacionais. A parlamentar destacou que manteve contato com o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) no ano passado. Embora a instituição tenha demonstrado interesse, a viabilização depende de recursos para compra e reforma. De acordo com a vereadora, a transação dependeria de articulação com o Ministério da Educação para a criação de um campus avançado no local.

 
 

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