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Operação conjunta das Polícias Civis de SC e PR desarticula rede de produtos falsificados em Garuva

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Uma ação integrada entre a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Repressão a Roubos de Joinville, e a Polícia Civil do Paraná, através do 7º Distrito Policial de Curitiba, resultou na prisão de um empresário e na apreensão de um vasto estoque de mercadorias ilícitas no município de Garuva. A operação é o desdobramento de uma investigação iniciada em maio de 2025 na capital paranaense.


Origem da Investigação

O trabalho investigativo teve início em 22 de maio de 2025, quando o 7º Distrito Policial de Curitiba deflagrou uma operação nos bairros Uberaba, Boqueirão e São Braz. Na ocasião, com apoio de órgãos como a Vigilância Sanitária e a Receita Federal, três pessoas de nacionalidade chinesa foram presas em flagrante. Foram apreendidos cosméticos falsificados, vestuários, alimentos e cigarros eletrônicos sem certificação legal.



Diferente de ações pontuais, a Polícia Civil do Paraná optou por dar continuidade às diligências para identificar o núcleo de fornecimento. Após a prisão de outro empresário em Guaratuba (PR), o cruzamento de dados de inteligência apontou para a existência de um centro de distribuição operando no estado vizinho, em Garuva (SC).



Ação em Santa Catarina

Com o compartilhamento de informações entre as instituições, a equipe coordenada pelo Delegado Murillo Batalha, titular da Delegacia de Repressão a Roubos de Joinville, iniciou diligências de campo em território catarinense. Após reunir indícios de materialidade, a autoridade policial obteve mandados de busca e apreensão junto ao Poder Judiciário local.


Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam:


• Cosméticos falsificados de marcas nacionais e internacionais;

• Peças de vestuário e óculos sem procedência legal;

• Produtos com comercialização proibida ou em desacordo com as normas sanitárias vigentes.


O empresário responsável pelo estabelecimento foi preso e responderá por crimes graves, incluindo corrupção e falsificação de produtos destinados a fins terapêuticos ou cosméticos (Art. 272 do Código Penal), cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão, além de receptação qualificada e crimes contra a ordem tributária.


Integração Policial e Saúde Pública

Para as autoridades envolvidas, o sucesso da operação reside na quebra da barreira geográfica entre os estados. O Delegado Hormínio de Paula Lima Neto, titular do 7º DP de Curitiba, enfatizou que o foco da unidade é a "persecução penal integral".


"A prisão em maio foi o ponto de partida. Nosso compromisso é com a responsabilização de todos os elos da cadeia criminosa, do varejo ao fornecedor. Não existe fronteira geográfica que proteja quem pratica crimes contra a saúde pública", afirmou Lima Neto.


O Delegado Murillo Batalha reforçou a postura rigorosa de Santa Catarina no combate ao crime interestadual:


"A parceria com o Paraná foi determinante. Não permitiremos que Santa Catarina seja utilizada como plataforma de distribuição de mercadorias que lesam o erário e colocam em risco a saúde da população."


A operação destaca-se por ir além da apreensão de mercadorias, focando na desarticulação de estruturas logísticas que operam sem controle sanitário, rastreabilidade de insumos ou responsabilidade técnica, garantindo a proteção dos direitos fundamentais do consumidor brasileiro.








 
 
 

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