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GAECO investiga esquema de entrada irregular de smartwatches no Complexo Penitenciário de Joinville

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

(Imagem: MPSC / Divulgação/ Joinville Informações)
(Imagem: MPSC / Divulgação/ Joinville Informações)

Na manhã desta quarta-feira (22), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou a Operação Cavalo de Tróia. A ação investiga a introdução de relógios inteligentes (smartwatches) no sistema prisional de Joinville, com a suspeita de envolvimento de profissionais do direito e da segurança pública.


A operação atende a uma investigação conduzida pela 13ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, iniciada a partir de denúncias da própria direção do Complexo Penitenciário.


Mandados e Prisão em Flagrante

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas:


Joinville: 5 mandados cumpridos.

Blumenau: 1 mandado cumprido.


Durante as diligências, uma pessoa foi presa em flagrante por posse de medicamentos de origem estrangeira sem o devido registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ação contou com o apoio do 1º Batalhão de Pronta Resposta (BPR) da Polícia Militar e da Polícia Penal.


A Dinâmica do Esquema

De acordo com as informações divulgadas pela Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC, a investigação aponta que um advogado teria se aproveitado de suas funções e prerrogativas profissionais para entrar na unidade prisional e ocultar os dispositivos dentro da sala destinada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


Posteriormente, os relógios que eram utilizados pelos detentos como telefones celulares para comunicação externa seriam recolhidos por presos que possuíam função de "regalia" e, então, distribuídos aos demais internos.


Suspeita de Envolvimento de Terceiros

As atividades investigativas revelaram a possível participação de outras pessoas na facilitação da comunicação ilícita:


Sócia do Advogado: Suspeita de atuar em conjunto com o advogado como "sintonia", transmitindo recados de membros de organizações criminosas e burlando as restrições de comunicação dos apenados.


Policial Militar: Suspeito de apoiar o esquema repassando informações sigilosas extraídas dos bancos de dados oficiais da segurança pública.


Próximos Passos e Sigilo

Os equipamentos eletrônicos e documentos apreendidos durante a operação serão encaminhados à Polícia Científica para a realização de perícia técnica. As evidências embasarão o prosseguimento da investigação pelo GAECO, que busca mapear a extensão da rede criminosa e identificar eventuais novos envolvidos. O processo tramita sob sigilo judicial.


Origem do nome da operação

A operação foi batizada de "Cavalo de Tróia" em referência ao clássico mito grego em que um presente aparentemente inofensivo ocultava soldados inimigos. Segundo o MPSC, a analogia ilustra como os objetos ilícitos ingressavam no sistema prisional amparados por uma falsa aparência de legitimidade e confiança profissional, gerando grave risco à segurança da unidade.


(Com informações da Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC)






 
 
 

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