Câmara de Joinville cassa mandato do vereador Cleiton Profeta
- 8 de jun.
- 2 min de leitura

A Câmara de Vereadores de Joinville decidiu pela cassação do mandato do vereador Cleiton Profeta (PL). Em sessão realizada neste sábado (8), o plenário aprovou a denúncia por quebra de decoro parlamentar com 13 votos favoráveis, atingindo exatamente o quórum de dois terços necessário para a perda do cargo.
O processo, iniciado em março, foi motivado por uma denúncia dos diretórios estadual e municipal do partido Novo, que apontou episódios de ofensas verbais, tumultos em sessões e uma denúncia de agressão física contra outro parlamentar.
Como foi a votação:
Pela cassação (13): Alisson, Érico Vinicius, Neto Petters e Vanessa Venzke Falk (Novo); Adilson Girardi, Henrique Deckmann e Pelé (MDB); Kiko da Luz e Pastor Ascendino Batista (PSD); Mateus Batista (União Brasil); Liliane da Frada (Podemos); Lucas Souza (Republicanos); e Vanessa da Rosa (PT).
Pela absolvição (2): Instrutor Lucas e Wilian Tonezi (PL).
Abstenções (3): Brandel Junior (Republicanos), Diego Machado (PSD) e Tânia Larson (União Brasil).
Cleiton Profeta não votou por ser o acusado. Com o resultado, a tendência é que o ex-vereador fique inelegível por oito anos, embora a defesa já tenha sinalizado que pretende recorrer ao Judiciário para tentar anular o processo e retomar o mandato. O próximo passo na Câmara é a convocação do suplente Cassiano Ucker (PL), que obteve 3.017 votos em 2024.
Durante o julgamento, a defesa de Profeta alegou falta de imparcialidade na condução do processo, especialmente em relação ao relator da comissão, Érico Vinicius. Já na tribuna, parlamentares que votaram a favor da cassação destacaram uma suposta conduta recorrente de desrespeito entre os pares, enquanto a defesa de Profeta argumentou que ele sofria perseguição política devido à sua atuação na fiscalização do Executivo.
A sessão foi acompanhada por um público numeroso nas galerias e por mais de 500 pessoas simultaneamente na transmissão online, refletindo a alta repercussão do caso na cidade.







Comentários