Câmara de Joinville aprova empréstimos de R$ 300 milhões para obras de infraestrutura e saneamento
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Recursos serão destinados à ampliação da rede de esgoto, requalificação da rua Dona Francisca e expansão do aterro sanitário municipal.
A Câmara de Vereadores de Joinville aprovou, em sessão realizada nesta segunda-feira (13), quatro projetos de lei que autorizam a Prefeitura a contratar operações de crédito somando mais de R$ 300 milhões. O montante será investido em obras estratégicas de mobilidade urbana, ampliação da capacidade do aterro sanitário e expansão do sistema de esgotamento sanitário da cidade.
Investimentos em saneamento
O maior volume de recursos, de R$ 203 milhões, está previsto no Projeto de Lei Ordinária nº 150/2026. O valor será gerido pela Companhia Águas de Joinville com foco na substituição de sistemas individuais, como fossas e filtros, que atualmente contribuem para o lançamento de efluentes em rios e na Baía da Babitonga. O projeto inclui a ampliação da capacidade da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Jarivatuba, que passará de 600 para 800 litros por segundo.
Adicionalmente, o Projeto de Lei Ordinária nº 85/2026 autoriza a contratação de R$ 10 milhões destinados a outras ações de saneamento no município.
Mobilidade e infraestrutura
Para a mobilidade urbana, o Projeto de Lei Ordinária nº 82/2026 autoriza o empréstimo de R$ 80 milhões destinados à requalificação da rua Dona Francisca. A via, que conecta o Centro aos distritos de Pirabeiraba e ao Planalto Norte, concentra grandes indústrias e instituições de ensino. O projeto de melhoria da via inclui a construção de um elevado, implantação de faixas exclusivas para o transporte coletivo, além de novas calçadas e ciclovias. O eixo viário registra cerca de 20 mil viagens diárias e atende aproximadamente 16 mil funcionários.
Ampliação do aterro sanitário
O Projeto de Lei Ordinária nº 83/2026 destina R$ 31,8 milhões para a ampliação do aterro sanitário municipal. Segundo dados técnicos, a capacidade atual do equipamento público atingirá seu limite operacional dentro de 24 meses. A ampliação foi apresentada como a alternativa de menor impacto ambiental para a gestão dos resíduos sólidos na cidade.
Os quatro projetos de lei foram aprovados pelos vereadores e agora seguem para sanção do Poder Executivo, etapa necessária para que os contratos de financiamento possam ser formalizados.





