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Após surto em 2024, Araquari reduz casos de dengue e chega a 2026 sem registros da doença

  • 7 de abr.
  • 2 min de leitura


Município saiu de 6.078 casos em 2024 para 215 em 2025; resultado é atribuído ao reforço das ações de vigilância, combate ao mosquito e participação da população


Araquari registrou uma queda expressiva nos casos de dengue após o pico da doença em 2024. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, o município contabilizou 6.078 casos naquele ano. Em 2025, esse número caiu para 215 e, até o momento, 2026 segue sem registros autóctones (casos que se originam na cidade) da doença no município. O resultado reforça os efeitos das ações permanentes de vigilância, prevenção e controle desenvolvidas pela Prefeitura.


Segundo o secretário de Saúde de Araquari, Valmir Santhiago Júnior, a redução não pode ser atribuída a um único fator. “A diminuição está relacionada a um conjunto de fatores integrados”, afirma. Entre os principais pontos, ele destaca o fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica e ambiental, a intensificação do trabalho de campo dos Agentes de Combate às Endemias, a organização mais eficiente dos fluxos assistenciais e de monitoramento, além do maior engajamento da população e da estratégia de vacinação contra a dengue na faixa etária contemplada.


O secretário também ressalta que o enfrentamento à dengue exige continuidade e ação conjunta. “Não há uma medida isolada ou fator único responsável pela redução dos casos”, pontua. Para ele, as visitas domiciliares, aliadas ao tratamento e às ações de educação em saúde, foram fundamentais para ampliar a orientação direta aos moradores, identificar riscos e fortalecer a prevenção dentro das residências.


Ações reforçadas e vigilância permanente


Após o avanço expressivo da dengue em 2024, o município reforçou as visitas dos Agentes de Combate às Endemias com foco na eliminação de criadouros, tratamento focal e orientação à população. Também foram intensificados os bloqueios de transmissão nos casos prováveis e confirmados, com pulverização quando indicada, além da distribuição de repelentes para casos suspeitos e do fortalecimento das ações intersetoriais e educativas.


Nas áreas com maior incidência, a Vigilância em Saúde priorizou estratégias específicas, com ampliação das visitas domiciliares, tratamento de criadouros e borrifação com inseticidas, conforme avaliação técnica. Os dados epidemiológicos e entomológicos também seguem sendo usados para identificar áreas de risco, monitorar a presença do vetor e direcionar as ações com mais rapidez e eficiência.


Mesmo com o cenário atual considerado controlado, a Secretaria de Saúde reforça que o alerta continua. “Ainda há presença de focos do mosquito, o que mantém o risco de transmissão”, observa Valmir Santhiago Júnior. Ele destaca ainda a necessidade de atenção permanente diante da possível introdução de novos sorotipos da dengue e da circulação de outras arboviroses, como zika e chikungunya.


A principal orientação à população segue sendo a prevenção diária. “A principal orientação é que a população faça a sua parte”, reforça o secretário. Entre os cuidados recomendados estão eliminar recipientes com água parada, manter caixas-d’água vedadas, limpar calhas e fazer o descarte correto de resíduos. “O controle da dengue é uma responsabilidade compartilhada”, completa.


Dados abertos à população


Para ampliar a transparência e o acesso à informação, os dados sobre dengue também são disponibilizados ao público em painel digital. O link (https://shre.ink/Ltsv) leva a um ambiente do Power BI, plataforma de visualização de dados.







 
 
 

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