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Polícia Civil conclui investigação sobre morte do cão Orelha e pede internação de adolescente

  • 5 de fev.
  • 2 min de leitura

 A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou, nesta terça-feira (3), o inquérito que apurava a morte do cão comunitário Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo, ocorridos em janeiro na Praia Brava, Norte da Ilha. A investigação, conduzida por uma força-tarefa, resultou no pedido de internação de um adolescente pelo caso Orelha e no indiciamento de três adultos por coação no curso do processo.


A dinâmica dos fatos

Segundo a Delegacia de Proteção Animal (DPA) e a Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE), o cão Orelha foi agredido na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30. Laudos da Polícia Científica confirmaram que o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, causada por um objeto rígido ou chute. Orelha foi resgatado no dia seguinte, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária.


O "Quebra-cabeça" Investigativo

Para identificar o autor, a polícia analisou mais de 1 mil horas de filmagens de 14 câmeras da região. O trabalho contou com tecnologias avançadas:


Software Francês: Utilizado para análise de geolocalização do suspeito.


Software Israelense: Utilizado para recuperar dados apagados dos celulares apreendidos.


Provas Físicas: Um boné rosa e um moletom, registrados nas imagens do crime, foram apreendidos com o suspeito.


Embora o adolescente tenha negado o crime em depoimento, alegando que estava na piscina de seu condomínio, o controle de acesso e as câmeras provaram que ele saiu do local às 5h25 e retornou às 5h58.


Interceptação e Coação

O principal investigado viajou para o exterior logo após o crime, retornando ao Brasil em 29 de janeiro, quando foi interceptado pela Polícia Civil no aeroporto. Durante a abordagem, houve tentativa de ocultação de provas por parte de familiares. Três adultos foram indiciados por tentar coagir testemunhas durante o período de investigação.


Caso Caramelo

Em relação ao cão Caramelo, a investigação identificou quatro adolescentes envolvidos em atos de maus-tratos (arremesso do animal sobre um muro e maus-tratos no mar). Estes jovens foram representados separadamente junto ao Ministério Público.


Encaminhamentos Judiciais

A Polícia Civil solicitou ao Judiciário a internação do adolescente responsável pela morte de Orelha, medida socioeducativa proporcional à gravidade da infração. O processo agora segue para análise do Ministério Público de Santa Catarina.

 
 
 

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