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Polícia Civil deflagra "Operação Agropix" contra fraude eletrônica e lavagem de dinheiro; cinco são presos em Joinville

  • 19 de mai.
  • 2 min de leitura

Uma força-tarefa da Polícia Civil de Santa Catarina, em articulação com a Polícia Civil de Goiás, deflagrou na manhã desta terça-feira (19) a "Operação Agropix". A ação visa desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Em Joinville, cinco pessoas foram presas temporariamente.


A ofensiva, coordenada pela Delegacia de Polícia de Rio Verde (GO), cumpriu aproximadamente 60 mandados judiciais simultaneamente em Goiás, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal. Em Joinville, a execução contou com o suporte da Delegacia de Combate a Estelionatos e do Departamento de Investigações Criminais (DIC).


Detalhes da operação em Santa Catarina

Na maior cidade catarinense, os agentes cumpriram cinco mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão. As medidas foram executadas nos bairros Floresta, Iririú, Boehmerwald e Vila Nova.


Segundo a Polícia Civil, os alvos detidos no município são suspeitos de atuar como "conteiros" pessoas responsáveis por ceder contas bancárias para receber e movimentar os valores subtraídos das vítimas, dificultando o rastreio do dinheiro pelo sistema financeiro e pelas autoridades.


O esquema: golpe da "Mão Fantasma"

As investigações apontam que a organização criminosa utilizou o golpe conhecido como “Mão Fantasma”. O caso central que motivou a operação envolveu um produtor rural de Rio Verde (GO).


De acordo com as autoridades, os suspeitos entraram em contato com a vítima passando-se por funcionários de uma instituição bancária. Sob o pretexto de oferecer segurança à conta bancária, os criminosos induziram o produtor a instalar um aplicativo de acesso remoto. Com o controle do dispositivo, os autores realizaram transações que totalizaram um prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão. Após o furto, o montante foi rapidamente pulverizado em diversas contas de terceiros para ocultar a origem ilícita dos valores.


Próximos passos

A Polícia Civil informou que os crimes investigados incluem furto qualificado mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As diligências seguem em andamento com o objetivo de identificar outros envolvidos no esquema e buscar a recuperação dos valores subtraídos.


A corporação reforça o alerta para que usuários não instalem aplicativos de acesso remoto nem compartilhem dados bancários ou códigos de segurança sob qualquer solicitação, mesmo que a mensagem ou ligação aparente ser de canais oficiais de bancos.

 
 
 

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