Manifestação em Joinville pede justiça pelo cão Orelha e rigor em crimes contra animais
- 2 de fev.
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Manifestação em Joinville pede justiça pelo cão Orelha e rigor em crimes contra animais
Ato liderado pela ONG AAPJLLE ocorreu neste domingo (1), na Praça da Bandeira; manifestantes defendem a federalização de crimes de maus-tratos.
Uma mobilização expressiva tomou conta do centro de Joinville neste domingo (1).
Liderada pela ONG Animais Achados e Perdidos em Joinville (AAPJLLE), a manifestação reuniu protetores independentes, coletivos de defesa animal e a sociedade civil para cobrar punição rigorosa no caso do cão Orelha, vítima de graves maus-tratos recentemente.
O grupo se concentrou na Praça da Bandeira, munido de cartazes e palavras de ordem. O objetivo do ato foi transformar a indignação pública em pressão por reformas estruturais no sistema jurídico, visando garantir que crimes contra seres sencientes não fiquem impunes.
Foco na Legislação e Federalização
A principal reivindicação do movimento é a federalização de crimes graves de maus-tratos. Para os organizadores, a mudança de esfera judicial garantiria investigações mais profundas e o cumprimento de penas de reclusão efetivas, evitando a sensação de impunidade que muitas vezes acompanha esses casos na esfera local.
Os manifestantes também reforçaram a importância da Lei Sansão (Lei 14.064/20). A legislação atual prevê reclusão de dois a cinco anos para quem fere ou abusa de cães e gatos, e o movimento exige que o Judiciário aplique o teto das penas em casos de crueldade extrema.
"Justiça de verdade"
Durante o evento, a presidente da ONG AAPJLLE, Paula Negre, destacou que a união de diferentes frentes de proteção é um marco para a cidade.
"Hoje Joinville deu um recado claro: não aceitaremos o silêncio diante da barbárie. Exigimos que a Lei Sansão seja cumprida com o máximo rigor e que os menores sejam responsabilizados por seus atos, assim como seus respectivos pais. O Orelha é o símbolo da nossa dor, mas a federalização é o caminho para que nenhum outro animal sofra sem punição severa", afirmou Negre.
Atuação da Causa Animal
A manifestação reforçou o papel de organizações como a AAPJLLE, que atua na linha de frente da proteção animal em Santa Catarina. Além de auxiliar protetores e promover campanhas de vacinação, a entidade tem focado na luta por políticas públicas que garantam o bem-estar animal em toda a região.
O caso que vitimou o cão Orelha segue em acompanhamento, e as entidades de proteção animal afirmam que continuarão acompanhando os desdobramentos jurídicos para garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos conforme a lei.






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