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Apreensão de carga avaliada em R$ 20 milhões mobiliza PRF em Santa Catarina

20 de jul.
2 min de leitura
( Imagem: PRF )
( Imagem: PRF )


Uma operação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou, nesta segunda-feira (20), na apreensão de uma carga milionária de produtos eletrônicos e insumos médicos transportada de forma irregular. A interceptação ocorreu em Itapema, no Litoral catarinense, após um trabalho de inteligência entre unidades da PRF de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.


O veículo, uma carreta que seguia pela rodovia, foi identificado através de monitoramento estratégico das forças de segurança. Durante a fiscalização minuciosa da carga, os agentes encontraram diversos produtos estrangeiros sem a devida documentação fiscal ou autorização dos órgãos competentes.


Detalhamento da carga

Segundo balanço oficial divulgado pela PRF, os itens apreendidos incluem:


  • Smartphones: 900 aparelhos de marca norte-americana e 832 de fabricante sul-coreana;


  • Acessórios: Mais de 2,5 mil relógios inteligentes (smartwatches);


  • Saúde e Insumos: Sete paletes de suplementos alimentares, quatro paletes de insumos químicos para medicamentos e dois equipamentos para exames oftalmológicos, avaliados individualmente em R$ 150 mil.


O valor total das mercadorias foi estimado em pelo menos R$ 20 milhões, sendo que apenas o lote de telefones celulares soma cerca de R$ 14,4 milhões.


Implicações legais

De acordo com a PRF, a ausência de documentação comprobatória de importação legal configura as práticas de descaminho quando há sonegação de tributos sobre mercadorias permitidas e contrabando, no caso de produtos que exigem autorização especial de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para entrar no país.


"A importação de itens médicos e insumos químicos sem o crivo da Anvisa representa um risco direto à saúde pública, além do dano ao erário pela ausência de recolhimento de impostos", ressaltou a corporação.


Os responsáveis pelo transporte e as mercadorias foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Itajaí (SC), que dará continuidade às investigações. Conforme a legislação penal brasileira, os envolvidos podem responder por crimes cujas penas, se somadas, podem ultrapassar nove anos de reclusão.


O material apreendido será entregue à Receita Federal para os procedimentos administrativos e legais cabíveis.


 
 

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